Amigos: Durante os 71 dias em que me aventurei a cruzar o país de Oeste a Leste tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas, as quais eu destaco aqui nesta seção do site, pessoas maravilhosas que estão nas mais diversas regiões do nos imenso país chamado Brasil. Na foto abaixo a família do meu amigo Danleir, que me conheceu na estrada que liga o Acre a Rondônia, ele me disse, quando chegar em Porto Velho você vai ficar em casa, foi dito e feito
valeu Danleir, você é um verdadeiro brasileiro e tenho orgulho de você e seu amigo.
Sr Souza, chega no final da tarde em um balneário, o proprietário deixa-me montar acampamento dentro do seu estabelecimento, ele me convida da jantar e ficamos conversando sobre a minha viagem e as dificuldades que devo encontrar, ele me fala também sobre a época da construção do balneário onde ele relata que já foram mortas 44 sucuris e hoje elas não aparecem mais nas piscinas naturais que formam o Banho do Souza.
Francisca, Edna e Valdeli me recebem alegremente no restaurante de sua mãe e confesso que naquela tarde tive um dos melhores dias da minha viagem, como a chuva estava muito forte e a hora da janta se aproxima, decidi ficar por ali mesmo, ficamos conversando pela noite afora e elas fizeram companhia para mim na noite fria que se aproximava, sua mãe me ofereceu um leite quente com queijo fresco da região.
Adriano e Dona Aparecida, à tarde esta muito quente e o sol literalmente fritava as rodas da minha bicicleta no asfalto, encosto em uma lanchonete e o meu amigo Adriano fica supresso em alguém pedalar naquele calor insuportável, no final da tarde chega Dona Aparecida que me oferece uma janta maravilhosa, ficamos a frete da lanchonete conversando sobre os cuidados que tenho que tomar com relação às inúmeras cobras que ficam a beira da rodovia "Surucucu".
Sr Francisco e sua esposa, me receberam como um parente, alguns dias atrás tive por coincidência a oportunidade de conhecer sua sogra, Dona Aparecida tem um restaurante no Acre, no r estaurante do Senhor Francisco pude experimentar um delicioso suco natural de Guaraná, nunca tinha sentido o real sabor da fruta, sem falar do maravilhoso suco de Açaí gelado, e ainda tinha espaço para as 8 mangas tiradas do pé naquele instante.
Rondônia, chegando na cidade de Vista Alegre, avisto o batalhão de Policia (GPPM), sou recebido pelo Sargento Maciel e o Cabo Clodimar, foi uma amizade muito rápida, explico minha viagem para os dois e ficam surpresos e me desejam muita sorte e explicam que na região não vou ter problemas com assalto pois a cidade é bem calma e pacata, até deixaram eu acampar do lado do batalhão.
Paraíba, O Senhor Deusalino de abriga em sua casa, confesso que no começo fiquei meio desconfiado pois ele me conheceu em uma lanchonete na beira da estrada, em poucos minutos de conversa ele me cedeu pouso em sua casa, só depois de algumas horas percebi que minha desconfiança era inadequada pois ele e seus pais me receberam de braços abertos sem nenhuma desconfiança, isso foi uma verdadeira demonstração de solidariedade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ceará, lugar de pessoas maravilhosas, Dona Maria seu esposo Jose e sua neta Hellen foram para mim naqueles poucos dias minha família, tive a sorte e me hospedar em sua casa e conhecer a hospitalidade cearense, assim que cheguei em São Paulo liguei para eles avisando que o fim da viagem foi tranqüilo apesar das fortes chuvas que não cessaram nenhum dia sequer, com certeza eles fazem parte da minha vida e sempre levarei excelentes recordações de Crato.

 

 

 

Maranhão, durante minha passagem pela cidade de Zé Doca, procurei abrigo em uma fazenda, onde o capataz não quis minha presença lá, fiquei magoado pois a chuva estava forte e buscava um lugar para me abrigar, graças a Deus 500 metros dali, achei abrigo em uma escola onde os vigias, Valdevino e Manoel me cederam um espaço para montar minha barraca, dentro de uma sala de aula.

 

 

 

 

 

 

 

 

Manaus, durante o desvio que tive que pegar por causa das péssimas condições da estrada, fiquei hospedado na casa do meu amigo Alirio Junior, que percorreu um trecho da rodovia transamazônica comigo juntamente com o reporter da revista Discovery, Rodrigo Rudger, lá conheci o seu pai, Alirio, os seus dois cunhados, Valdemir e Tonico o qual demonstra total intimidade com a bicicleta, e disse que assim que tiver preparado vai comigo em uma outra expedição.

 

 

 

Piauí, logo pela manhã deixo a cidade de Teresina em direção a Picos, mas a chuvas não param de cair, infelizmente pego um buraco coberto pela água e destruo a roda traseira de minha bicicleta, depois de empurrar a bicicleta por 20 quilômetros encontro abrigo no bar da Senhora Maria, e a dona Rita, me oferecem uma jantar maravilhoso, elas me oferece um lugar para montar minha barraca e fico conversando com o Senhor João sobre a minha expedição durante a noite toda.

 

 

 

 

 

Pará, tive que voltar para a cidade de Altamira, pois as chuvas destruíram uma das ponte que ligam a cidade até Marabá, peguei uma nova rota rumo ao porto de vitória do Xingu, os ficais do posto DEPARA, me ajudaram a pegar uma carona na balsa de boiadeiro que iria para a cidade de Belém, a ajuda dos meus amigos José e Isaias foi de suma importância para que pudesse continuar minha viagem rumo as praias de João Pessoa.
Achar um lugar para acampar era sempre a maior dificuldade que tinha no fim da tarde, a rodovia não oferece nenhuma estrutura para turistas ou aventureiros , é preciso muita conversa com os capatazes para poder acampar dentro das inúmeras fazendas que cercam a rodovia transamazônica, sempre desconfiados eles só aceitavam minha presença depois de explicar que estava fazem um trabalho, e que a expedição tinha um objetivo.