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Entrevistas
de Dan Robson: 12
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A Gazeta do Espírito Santo Andarilho cruza o Brasil de norte a sul Oito mil quilômetros de caminhada à beira-mar, cortando todo o País, do extremo sul, no Arroio do Chuí, Rio Grande do Sul, à cidade de Oiapoque, no Amapá, na divisa com a Guiana Francesa. Esse é o desafio que o paulista de São Bernardo do Campo, Dan Robson Dias, 31 anos, iniciou no primeiro dia do milênio e pretende concluir até o final do ano. A aventura teve início às 10 horas do dia 31 de dezembro de 2000, mesmo horário em que se iniciava o novo milênio nas ilhas Fiji, no Pacífico, primeiro ponto do planeta a saudar o ano de 2001.Mudança Dan caminha cerca de 8 horas por dia, percorrendo cerca de 30 a 40 quilômetros, carregando apenas uma mochila com equipamento, roupas e comida. Em São Paulo, ele trabalhava como analista de sistema e passava cerca de 15 horas na frente da tela do computador. "Foram mais de 14 anos dedicados à informática. Um dia, em pleno Natal, me peguei almoçando e jogando no computador. Foi aí que notei que precisava mudar de vida".A escolha pelo projeto de cortar o País de Norte a Sul a pé surgiu pelo amor que também sempre teve aos esportes. Durante todo o ano passado ele preparou a viagem. "Busquei ajuda com patrocinadores e me preparei física e psicologicamente". Além disso, o analista de sistemas firmou parcerias com universidades, para que tirasse algum proveito do passeio pelos 8 mil quilômetros de praias. Experiência"Estou colhendo ervas medicinais, que envio para uma das universidades. Também tenho planos de escrever um livro sobre o modo de vida da população do litoral e ainda sirvo de base para uma pesquisa de alunos de Psicologia", explicou.Ele cruzou a fronteira do Rio de Janeiro com o Espírito Santo no dia 5 deste mês. "Já passei por mais de 700 praias em 2,8 mil quilômetros". Durante esse trajeto da aventura, Dan conta que a formação de um deserto na região do Rio Grande do Sul, com cerca de 50 quilômetros, foi o que mais o impressionou. "Também passei por momentos de solidão em locais totalmente isolados. Durante a viagem, que custou R$ 10 mil, Dan conta com a solidariedade dos pescadores, que o abrigam na maioria dos vilarejos e cidades. |