O único contato entre Dan e o mundo exterior era um interfone, durante os longos 61 dias (noites) !

Marcelo Magon

Sistema de Comunicação, dois interfones interligados a uma bateria de carro !
Todo este sistema foi desenvolvidos por Marcelo Magon, um gênio da eletrônica, através de dois cabos de 180 metros e uma bateria de carro , foi interligado os interfones de dentro para fora da caverna.
Para a comunicação entre o acampamento e equipe externa foi instalado um sistema de rádio comunicação por dois interfones e um micro gravador de áudio.
Para confundir ainda mais,

Jurandir sempre se comunicava com Dan em horários diferentes, também ficava alguns dias sem se comunicar para que ao longo do tempo Dan perdesse total controle se aqui fora esta quente ou frio, se era de dia ou de noite, até mesmo nos dias em que a comida era entregue os horários eram diversos, Dan chegou nos primeiros dias a perder total noção do tempo sendo diversas vezes acordado pela campainha do interfone.

Durante todos os dias ou "noites",


nosso aventureiro foi monitorado diariamente pela equipe de resgate onde Jurandir o "Jura" ficou sendo o anjo da guarda de Dan Robson, e seu diário era revisado pelo Bacharelado em psicologia Raimundo Fausto Lopes da Universidade São Marcos.
Dan mostrou total controle dos seus comportamentos, mas nos dias 8, 22, 35, Dan não conseguiu conter suas emoções e chorou em um desespero total, levantando até o questionamento da sua retirada da caverna para evitar danos maiores em sua personalidade, mas graças a Deus isso não foi necessário.
Jurandir, em contato com Dan, verificando seu estado físico e psicológico
Jurandir pergunta para Dan que horas são, ele já esta 11 horas errado
PROJETO PETAR61

Alguns anos atrás, ele não passava de uma analista de sistemas, envolvido com hardware e programas de informática. Hoje o aventureiro Dan Robson, anos, de São Bernardo do Campo coleciona façanhas como a de ter percorrido a pé todo o litoral brasileiro - desde o Arroio do Chuí, no Rio Grande só Sul até o Oiapoque, na divisa do Amapá com a Guiana Francesa - e a de ter passado 61 dias dentro de uma caverna, experiência que lhe rendeu o recorde sul-americano em permanência em cavernas, até então pertencente a um grupo de brasileiros que ficou 21 dias em uma gruta , em 1986, "como percorri do Chuí ao Oiapoque a pé eu tinha conhecimento do meu limite físico, mas não tinha certeza de que conseguiria ficar dois meses em uma caverna. Percebi que o meu psicológico é mais forte que eu imaginava", disse Dan Robson - que por três vezes, pensou em entregar os pontos durante crises de depressão momentânea: "Acordava chorando sem motivo nenhum, com uma sensação de agonia, mas logo passava".
O local escolhido pelo Indiana Jones tupiniquim foi a caverna de Alambari de Cima, pertencente ao Petar, em Iporanga (SP). A visitação é proibida na caverna, e os alimentos eram entregues ao aventureiro por meio de uma tirolesa, a fim de que ele não tivesse contato com outros seres além dos morcegos e insetos que habitam a gruta, "Em menos de uma semana, eu perdi completamente a noção do tempo, Tanto que, no dia em que fui retirado da caverna, tinham me dito que ainda faltavam dez dias para completar os 61 dias, e acreditei,"
Além da companhia de morcegos, Dan Robson chegou a ser atacado por uma lontra à beira do rio que passa pelo interior da gruta. Com o susto, ele perdeu a lanterna que estava em sua cabeça e ficou totalmente às escuras "Para achar novamente a barraca, eu tive de pegar areia do chão e jogá-la para todos os lados até ouvir o barulho dos grãos batendo na lona."
Antes de iniciar a empreitada, Dan Robson sequer havia entrado em uma caverna. "Depois que criei o projeto, visitei cinco. Uma coisa que me chamou atenção foram os insetos. Eles são brancos, frágeis, cegos".
Muitos deles comem só uma vez por mês. São os morcegos que trazem o alimento para eles, porque as fezes dos morcegos criam fungos que servem de comida para os insetos."
Comunicação, dois interfones interligados a uma bateria de carro