Durantes os 61 dias Dan teve muito tempo para escrever tudo o que aconteceu dentro da caverna, neste diário ele descreve as emoções de conviver com a solidão, os sonhos de sua longa experiência, sonho aos quais o psicólogo interpretou como um surto, em vários relatos Dan descreve os contatos que teve com a outras dimensões e seus seres, Gnomos, Mestres, Cavalos Alados, criaturas Bizarras das Infras Dimensões, será que tudo isso foi mesmo um surto psicológico?, Ou a realidade do homem esta dentro do seu "EU" interior ?
OBS: Os relatos abaixo contem alguns erros, deixamos o diário com a sua total integridade, Dan Robson teve a difícil tarefa de suportar o confinamento extremo do ser humano longe da sociedade.
12 de Agosto à 12 de Outubro






Diário de Dan Robson
(Projeto Petar61)






Véspera 11 de Agosto


Chegando no Parque Petar, me hospedo na Pousada do Quiririm onde fico com meu amigo Marcelo Magon, logo que amanhece preparamos os equipamentos para minha longa estada de 61 dias dentro da caverna Alambari de Cima, como estávamos em 2 pessoas tivemos um peso extra cerca de 30 quilos de equipamentos para cada um de nos carregamos, depois de percorrer 3 km em quase uma hora de meia, O Marcelo sente mal na estrada e senta um pouco, mas nada serio apenas um mal estar, logo já estávamos na boca da caverna, não e apenas entrar, tem que abrir um portão que mais parece um ralo e uma pequena fenda nos separa da entrada até o começo da decida que tem ser muito bem pensada para ninguém cair , pois o pequeno abismo é cheio de barro e as pedras formam um limo, após mais uma hora de cuidados chegamos todos cheio de lama com os sacos estanques até o fim do abismo, agora vamos passar por um teto baixo com água, o teto baixo tem 100 metros de extensão e muitas vezes é preciso ajoelhar para conseguir Passar pela água, mas não podemos mesmo com os sacos estanques correr o risco de molhar os equipamentos eletrônicos, após alguns minutos estamos em fim perto do lugar escolhido para minha longa estada, logo que escolhemos o local ideal, firmamos minha barraca de 2,80 x 2,80 com altura de 2,20, uma verdadeira casa na caverna, mas eu preciso de espaço pois vou passar 61 dias dentro dela, após sua instalação começamos a instalar as câmeras de vídeo que vão registrar toda minha estada, em seguida instalamos o vídeo cassete e a televisão, após quase 5 horas de testes, pronto todo o equipamento esta pronto, são 2 câmeras fixas e 2 câmeras moveis, um vídeo cassete e uma televisão, agora vamos instalar a comunicação com a parte externa, são 2 interfones interligados a um fio de 180 metro, este interfone é alimentado a um abateria de 60 ampares, também foi interligado outro meio de comunicação, um micro fone a um gravador para registrar separadamente meu áudio, a instalação do gravador será Acionado logo após meu comando em uma chave interruptora, logo após este árduo trabalho, estávamos pronto para a nossa saída, como estávamos em duas pessoas registramos nossa entrada e saída para já neste instante medir alguma mudança no micro clima da caverna registrada nos aparelhos que marcam a umidade e temperatura do ar na caverna, aparelhos instalados 15 dias antes da minha entrada (Loger aparelhos da SBE), após tudo instalado e registrado começamos a preparação da nossa saída, foram mais uma hora até deixamos a caverna e comento com meu amigo Marcelo, espero que tudo possa estar pronto para a data marcada, e ele responde, para eu não me preocupar porque já esta quase tudo bem definido, hoje o Marcelo vai embora, mas o Fred chega ainda hoje e ele vai comigo terminar a instalação do restante dos cabos e outros materiais, porque agra basta puxar os fios e cabos ate a saída da caverna e fazer a fixação dos cabos, logo depois de sairmos da caverna, fechamos a caverna e vamos em Direção ao nosso descanso na pousada pois já passa das 9 horas da noite e estamos famintos. Chegando na pousada encontro meu amigo Fred com a jornalista da Revista Nez Adventure, Ana Paula Brasil, e Fred me diz que a Ana esta chateada porque a televisão não vai cobrir a minha entrada, então explico para ela que eu já filmei todo o trajeto e as montagens do meu acampamento e não era preciso que a emissora faça as filmagens, uma vez que eu já tinha gerado imagens suficientes para eles, logo após o nosso café da manhã faço os preparativos para mais uma etapa para levar material para o acampamento, agora nessa etapa temos a companhia de Jurandir, o "Jura", nosso amigo guia, juntamente com os dois auxiliares, Ivanildo e Cezinha, onde em forma de agradecimento recebem um kit contendo uma mochila estanque um saco de dormir roupas pochetes e garrafas de água pela participação no projeto, depois de uma pequena reunião todos entramos no carro do Jurandir onde nosso amigo atravessa de carro dois pequenos riachos, não tínhamos opção somente de carro poderíamos levar o rolo de fio com 400 metros de extensão e 40 quilos, após chegarmos com o carro super perto da entrada deixamos o carro e carregamos todo o equipamento, após alguns minutos chegamos na boca da caverna, onde o Jurandir começa a preparar a corda para dar mais segurança para a Ana e o Fred, como o buraco da entrada da caverna é super pequena, Jurandir instrui Ana Paula passar com cautela pelo buraco, após alguns minutos Ana passa pela fenda, e me xinga bastante.

- Tanta caverna para escolher escolheu justo a pior de todas elas.
Mas assim mesmo eu ri da minha assustadora amiga, e comento, ainda tem um abismo e um teto baixo de 100 metros para chegar no meu acampamento, Ana queria me estrangular.
Depois de andar mais alguns minutos chegamos no meu acampamento, Jurandir me pede para ajeitar tudo para ele começar a passar os cabos, Jurandir tem que prender todo o cabo no teto da caverna para evitar o contato com a água, precisa ficar suspenso e isto deu um enorme trabalho, após a instalação começa o teste da comunicação, beleza o telefone esta perfeito, mas o gravador ainda esta muito baixo, mas depois peço para o meu amigo Marcelo Magon, ajeitar tudo, minha amiga Ana fica um pouco impaciente e esta afoita para sair da caverna, ela não acredita que eu possa ficar sozinho ali, e respondo para ela fica fria, você vai ler tudo o que acontecer aqui dentro pois você será responsável pelo livro, após tudo pronto e a comunicação testada estamos pronto para deixar a caverna eu sou o ultimo a sair e dentro da caverna pela dificuldade de sair, respondo para minha amiga, se fosse muito fácil não teria graça, mas tudo bem, você vai ter que entrar aqui dentro mais uma vez para acompanhar Minha saída daqui a 61 dias.
Agora vamos de carro para a pousada para um belo jantar, que na manhã seguinte Ana e Fred voltam para São Paulo.
Agora estou sozinho no quarto da pousada, já estou sentindo na pele o que é ficar sozinho, uma sensação estranha toma conta de mim, mas assim mesmo estou pronto para encarar o desafio, espero agora pelo meu amigo Jurandir, estamos preparando tudo para levar mais alguns itens para meu acampamento, no meio do caminho encontramos um amigo de Jurandir, Cidão um homem franzino, um pouco meio sem jeito pede para mim se poderia me acompanhar na caverna, olho para Jurandir e digo para deixar ele ir conosco, agora eu e Jurandir e mais dois amigos formamos uma equipe de cinco pessoas Jurandir sabe que Cidão tem pouca experiência em técnicas verticais e pede que sempre siga as ordens dele, como já esperado, Cidão esta apavorado e fica literalmente travado, somente após alguns minutos Cidão começa a ouvir as ordens de Jurandir, então com pouca alternativa segue as ordens e fica mais fácil conduzi-lo ao interior da caverna não foi fácil, o que levávamos 30 minutos para descer foi necessário o dobro do tempo porque Cidão estava com tanto medo que foi rebocado para baixo, Cidão ficou encontrado com a beleza do local, deu um pouco de trabalho para passar o teto baixo de 100 metros pois ele ficava o tempo todo reclamando de cansaço, mas tudo bem ele já estava perto do meu acampamento, aproveitando sua presença peço que me ajude a descarregar os sacos estanques com o resto da comida, Cidão fica maravilhado uma verdadeira casa dentro da caverna com Tv Vídeo Cassete Cd Player, comida para dois meses e um colchão inflável que maravilha exclama Cidão.

Como tudo que é bom dura pouco logo temos que deixar a caverna, Jurandir e os outros dois amigos guia do parque saem na frente deixando eu e o Cidão para sairmos juntos, mais tarde apesar de apavorada. Cidão é um homem divertido, tirando o sarro do próprio medo, após alguns minutos chamo Cidão para irmos embora logo após sairmos do teto baixo encontramos com um dos guias, Cezinha estava esperando nos dois, então ele pediu para eu ir na frente que ele vai orientar Cidão para subir e eu subi na frente demorei apenas cinco minutos, mas Cidão estava a quase meia hora pendurado na corda como estava próximo a boca da caverna Jurandir avisa para deixar a corda livre pois uma das pedras estava se soltando e poderia fechar a boca, mas para deixar Cidão desesperado pede para Cezinha não alertar Cidão sobre o perigo, mas não adiantou como Cidão não queria largar a corda eu disse para ele que a corda estava forçando uma pedra lá fora e que poderíamos ficar presos ali dentro caso ele não soltasse a corda de vez, foi impressionante mal acabei de falar sobre o perigo e Cidão não largou a corda e sim subio o resto do abismo com um raio em pouco segundo estava do meu lado bufando e preocupado.

Como estávamos perto da boca da caverna eu sou o primeiro a sair e em seguida vem Cidão, mas ele não consegue sair e entra em desespero se debate todo se rala por interiro, somente quando estava exausto ele deu ouvido a nós para a posição correta para deixar a caverna, Ufá pensei que fosse ficar aqui para sempre comenta Cidão.
Agora sim é o dia que vou entrar na caverna, acordo sozinho no quarto, marcamos as 2:00 horas depois do café e do meu ultimo almoço aqui na superfície, Marisete a dona da pousada pede para mim se poderia acompanhar a minha ultima entrada na caverna, e digo que sim, meu ultimo café da manhã foi bem simples, leite com café pão de batata com patê de atum e um bolo de chocolate, após um breve café sigo para meu quarto e percebo o lindo dia que sta me saudando um dia com céu limpo e claro, como se deus me disse-se, este é meu presente para ti antes e depois de deixares a caverna, percebo o toque dos raios de sol tocando minha pele, onde cada célula do meu corpo arde com o simples toque dos raios solares, logo o almoço se aproxima e no belo almoço Marisete me serve uma Maminha ao ponto, e pergunta o que gostaria de comer após minha saída da caverna, então digo gostaria de comer uma bela lasanha e tomar um belo champanhe, então ela ri e responde que este desejo será realizado após 61 dias, rirmos muito e já estou pronto a meu ingresso na caverna, logo após o almoço Jurandir chega e já estamos colocando tudo dentro do carro, todos comentam que eu sou mesmo louco, Jurandir comenta que ficou no Maximo cinco dias e já parecia uma eternidade, todos comentam o lindo dia que brinda a nossa ida para a caverna, em poucos minutos já estamos de novo na entrada da caverna, deixo todos por um instante e faço uma pequena prece em silencio, peço que deus ilumine minha estada no mundo das trevas e proteja minha alma de qualquer ego maligno, e também peço para Santa Clara que vai estar comigo sempre dentro da caverna que não deixe faltar luz para mim, logo em seguida eles me chamam para entrar dentro da caverna, sou o primeiro a entrar e tomo muito cuidado, porque em uma das nossas visitas tinha uma cobra onde Jurandir sem querer pisou em sua cabeça e morreu em seus pés, mas após observar tudo espero por Cezinha que vem em seguida, e tudo esta bem a próxima pessoa a descer e Marisete depois Jurandir pode para nos irmos para a Cabana para testar a comunicação, chegamos novamente na Cabana e conversamos sobre como vai ser minha estada e Marisete fica impressionada com os espeleotemas, Jurandir me chama pelo interfone, e tudo bem tudo esta perfeito então Jurandir pede para esperarmos por ele e outro amigo dele, em 30 minutos todos estavam perto do acampamento em uma roda tivemos uma longa e boa conversa, Jurandir comenta que eu estava esquecendo de uma coisa, deixar o relógio com ele pois lá dentro não vou poder saber como anda o tempo lá fora, após alguns minutos é hora de dizer Adeus, e Marisete comenta não esquece da lasanha após sua saída, e Jurandir comenta eu volto daqui a pouco para te buscar daqui a 61 dias e 61 noites, então todos nos abraçamos e dizem adeus para mim e acompanho suas luzes do carbureto a se perderem pela escuridão, em poucos segundos estou sozinho pela primeira vez dentro da caverna a sensação e de total isolamento e abandono.

18 de Agosto (7 Dias – Domingo)

Meus olhos guiam meus instintos, em pouco tempo adormeço novamente e me encontro sentando em uma arvore, na minha frente uma espécie de monge fica me observando de longe, então eu grito, o que esta olhando, nunca me viu o coisa feia, o monge ri e grita para mim de volta, não precisa gritar pois eu não sou surdo, e coisa feia é você, você ainda não se olhou no espelho hoje, alias seu cheiro é ainda pior, cara eu fiquei furioso e procurei uma pedra, não achando tinha um pouco de estrume no chão e arremessei no monge, que merda eu joguei nele e o cara sumiu, onde será que aquela peste foi para, quando meus olhos ficam a procurar começo a sentir um cheiro forte, é quando percebo que minha roupa esta toda suja, alias esta cheia de merda, filho da puta, aquele monge jogou merda em mim, fiquei um minutos gritando com toda a força para todos os cantos, aparece seu monge safado que eu vou esfregar tua cara na merda, vem, apareceu seu covarde, e um pouco longe da li escuto um voz rindo novamente, o que foi seu monge de merda tem medo de mim, aparece que eu vou te encher de porrada, e um grito longe exclama, não se preocupe amigo tem tanta merda em você que eu não me atreveria em brigar com você, alias daqui mesmo eu consigo sentir seu odor fedorento, vai a merda seu monge, e deixo o lugar e procuro um rio, cara o cheiro era tão forte que eu comecei a ter ânsia de vomito, logo acho um rio com águas super clara e procuro me limpa, mal começo a me lavar surge novamente o desgraçado do monge, e grito sai daqui deu safado se não eu vou te arrebentar, vai saia daqui o bicho estranha, na verdade eu não consegui ver o monge apenas suas roupas longas e brancas deixavam aparecer um pouco dos cabelos branco dele, ele então fala mais calmamente, ainda não achou o que estava procurando, eu olho para ele e falo, se você que me encher o saco já consegui, vai sai daí que eu tenho pressa, e vê se não me amola mais o coisa feia, e ele comenta em voz baixa, que cara mais teimoso, então eu pego mais um punhado de merda que estava no chão e arremesso nas cortas dele, foi quando eu percebi que algo me atinge nas costas também, quando passo a mão eu grito, o filho da puta de monge vem aqui seu safado, sem aqui seu corno não fuja, e o maldito desapareceu, só ficou um riso no ar, cara se eu pegar este monge novamente eu torço o pescoço dele, que cara chato e volto a me limpa no rio novamente.

Logo que acordo ainda tento buscar respostas para o sonho que tivera, como pode aqui dentro eu ter estes sonhos tão estranhos, alias sonhos que mais parecem um filme, ontem o sonho de hoje são muito semelhantes, cara acho que eu um pouco estressado aqui dentro vou procurar me detrair com alguma coisa encanto faço meu café da manhã.


25 de Agosto (14 Dias – Domingo).


Que atrás do balcão existiam seres bem pequenos como mini-homens, e prestando mais atenção neles percebi que alguns tinham arames farpados em suas testas, nossa eles riam o tempo todo, eu perguntei para um deles se aqueles arames não doem, ele não parava de dar risada, e disse para mim doem e daí eu gosto deste tipo de dor, o arame me deixa em êxtase, deixei por um instante aquele maluco para trás e meus olhares seguiram a uma bela mulher, mas era uma mulher bem pequena mais pequena que uma anã, eu percebi que a sua boca e seus olhos tinham sido pregadas com vários arames, eu perguntei a ela se não sentia dor com aquilo, como ela não podia responder ela me fez uma cara de felicidade, mais adiante um outro homem com cabeça raspada e vários pregos presos na sua testa e em boa parte do seu corpo, ele começou a bater várias vezes a cabeça no chão, ele começo a rir de si mesmo e em pouco tempo todos aqueles seres estranhos e pequenos começaram a ri do ser que esmagava sua própria cabeça contra o chão, era algo super estranhos as pessoas normais não conseguiam e nem notavam a presença daqueles pequenos seres em sua volta, estava um pouco apavorado com tudo aquilo e passei a procurar o mestre como não tinha encontrado, dei um grito chamando-o, mestre onde esta, mestre cadê o senhor, logo ele surgio na minha frente, senti um grande alivio, nossa mestre o que era tudo quilo, o mestre respondeu, meu filho os lugares do seu planeta como bares, zonas, boates, são o que nos chamamos aqui, as entradas das infra dimensões, os olhos dos humanos não podem enxergar o antro de luxuria e degeneração que envolvem estes tipos de lugares, até eu mesmo não suporto ficar muito tempo diante destes lugares, aqui os vermes e as larvas contaminam até o ar que envolve todo o lugar, mas alerte-se amigo isto que você viu é real, não pense que seu sonho são apenas fruto da sua imaginação, na verdade os sonhos são uma forma de acesso a outras dimensões onde você pode chegar ao nirvana, mas também pode te levar até as infra-dimensões, eu disse, nossa mestre só por te comido aquele alimento eu pude ver tudo isto, o mestre falou, imagine se você alem do alimento tivesse ingerido bebidas alcoólicas e ainda tivesse em uma zona alegre com mulheres promíscuas, você não iria suportar o que seus olhos iram revelar, e tenha certeza que você poderia ter um colapso nervoso e isto dentro da caverna poderia ser fatal a você meu amigo, então mestre apartir de agora não vou mais alimentar meu corpo com estas porcarias, o mestre sorriu e me falou, filho o mundo é impregnado de vários instrumentos que deixam nossos olhos cegos, mas não tenha receio de abri-los, eu vou tentar orientar seus passos, agora vá novamente para a sua caverna e escreva e reflita sobre o acontecido hoje e alerte a todas as pessoas pois isto é preciso para alertar as pessoas que tenham uma inquietude interior, vá meu amigo, vá para o seu abrigo, em poucos minutos eu acordo e começo a escrever, e com varias contrações no meu estomago expulso do meu corpo o alimento degenerativo que tinha ingerido, e com alivio relembro do meu sonho, e tenho a certeza não vou mais querer conhecer estes tipos de dimensões de novo.


1 de Setembro (21 Dias – Domingo).


Logo que adormeci encontro o mestre a minha espera, ele me pergunta se não estava sentindo a falta da minha família, eu respondi que sim, via a mão do mestre se erguer e umas palavras estranhas ecoaram pela caverna do meio da escuridão apareceu um portal olhei para o mestre e perguntei o que seria aquilo, ele me disse este portal o levará diretamente para dentro da sua casa, foi impressionante eu vi bem claro meu corpo deitado na cama dentro da barraca enquanto caminhava para dentro do portal, quando cheguei perto senti uma força muito boa, uma sensação de êxtase total, por uns segundos todo meu corpo ficou envolto por uma luz super forte, parecia um roda moinho de luz branca, onde pude ver toda a minha luz se misturando com a luz do portal, logo uma outra luz surge, menos forte com as demais, era na verdade a luz da minha casa surgindo, lentamente pude ver minha a sala se formando, nela estavam alguns familiares, logo tentei falar com todos, mas eles nem notavam minha presença alia, logo questionei o mestre, mestre porque eles não me vem ou me ouvem, o mestre sorriu e disse, filho você não esta utilizando seu corpo fisco e eles não podem perceber que esta aqui com eles, mas de fato algumas dessas pessoas estarão sentindo uma energia diferente, mas todos vão ignorar isto pois não estão sintonizados a dimensão de que vem meu amigo, mas a sua energia vai deixar aqui um bem estar, meu filho você acabar que libertar seu corpo astral em uma consciência muito forte, alias agora você tem que mentalizar coisas boas para que seus entes queridos possam sentir um enorme bem estar, logo então eu me concentrei e fiz algo magnífico, produzi vaias flores e todas elas rodeavam meu familiares, eu pude sentir um cheiro muito bom vindo da minha casa, paz e harmonia em todos os lugares foi algo inesquecível, o mestre me disse procure lembrar de coisa boas meu amigo, esta foi a sua primeira lição do verdadeiro poder que temos de estar nesta dimensão, o poder de influencia e transmitir coisas boas para as pessoas, mas infelizmente alguns seres utilizam este poder de forma errada, e por isso estamos aqui para deixar bem claro que estas criaturas precisam ser extintas para que os homem tenham chance de viver uma vida sem alterações de comportamento, temos que combater todos os seres que emanam a energia da guerra, na qual os homem são meras marionetes, aqui nesta dimensão meu filho você poderá ver e comprovar que o cosmo tem um grande poder, mas também tem o poder de destruir tudo que existe em seu mundo, mas sempre tenha em sua luz paz e harmonia, para que possa passar para o seu mundo um equilíbrio, tenha Paz e harmonia filho, sempre, nunca esqueça disso, agora vá e desperte filho antes que teu corpo sinta tua falta, Como já tinha esperado esta semana devera ser a mais complicada, pois já devo estar aqui a mais de 20 dias, até chegar os 30 dias deverei passar pelos 10 dias mais difíceis pois na viagem anterior até chegar no meio do caminho não tinha certeza que terminaria o projeto, mas logo após andar 4.000 Km a pé pelo litoral brasileiro chegando assim na metade do projeto foi quando tinha certeza que iria executar-lo totalmente, aqui na caverna não será diferente apesar de ser um confinamento só terei total certeza que vou ficar todo o tempo quando chegar na metade do projeto, como aqui dentro o fator psicológico é a maior barreira, só após os 30 dias vou ter certeza que continuarei até o fim, mas ficar sozinho não é tão fácil como imaginava, mas também sei que não é impossível, mas os fatores que são fundamentais que possam a vir me afetar são o tédio, procuro fazer coisas que não vinha fazendo, por exemplo, ontem eu percebi que mesmo aqui dentro a rotina diária de um confinamento pode me afetar, então eu decidi mudar um pouco minha rotina, foi quando fui até o rio enchi o peito de coragem e decidi tomar um banho, minha gente foi como recarregar as pilhas, pude limpar todo o meu corpo e lavar o cabelo que estava um sebo só, depois do banho que mais parecia um banho energético, pude deitar e sentir o bom cheiro e frescor do meu corpo limpo, acho que até os insetos gostaram do respiraram, estava mesmo precisando desse banho.


8 de Setembro (28 Dias – Domingo).

Acordei com um barulho diferente, o rio esta mais barulhento do que costume, procurei ver porque seria, calcei meu chinelos, coloquei a lanterna na minha cabeça e peguei uma outra de reserva, decaí a escada feita por mim, chegando perto do rio percebi que a força da água era tremenda, encobrindo todo o teto baixo do rio, agora percebi que estava realmente preso aqui dentro, não existe outra forma de sair daqui, se alguma coisa acontecer comigo será impossível que saia, a água estava toda turva, com certeza deve estar chovendo muito lá fora, sempre a água era cristalina hoje o barro tomou conta, percebi que não teria nem como tomar aquela água, durante meus pensamentos, fiquei alguns minutos observando a força da corredeira que se formou dentro da caverna quando de repente ouço um forte barulho na água nem procuro saber o que é, subo a escada em passos de gigante meu coração bateu na boca e minhas pernas ficaram tremulas, era na verdade uma pedra que se desprendera de alguma parte da caverna e fizera um enorme barulho aqui dentro, cara quase tive um ataque cardíaco, parecia que toda caverna estava desmoronando em minha cabeça, procurei o mais rápido possível o meu capacete e fiquei com ele em minha cabeça, sei que a caverna não tem modificações a mais de cem anos, mas por vias das duvidas e melhor prevenir, hoje com certeza esta sendo um dia super diferente, pelo menos não posso dizer que é um dia monótono, alias eu tenho a nítida impressão de que só vou me dar conta que estou confinado dentro de uma caverna quando eu sair, e não vejo a hora de encontrar meus amigos e familiares, alias eu gostaria de ver qualquer pessoa que pudesse ver o rosto e jogar uma conversa fora.

15 de Setembro (35 Dias – Domingo).

Sempre quis para minha vida uma grande emoção não poderia ficar mais 15 anos em frente ao computador reclamando da minha vida, poderia ser diferente, por tanto busco nestas perguntas respostas de uma vida melhor, toda a minha força de permanecer aqui dentro por tanto tempo e praticamente imóvel ao mundo lá fora, o mundo passa tão rápido que leva a vida sem que nos demos conta disso, tudo passa tão rápido que minha estada aqui dentro por 61 dias é apenas um mero piscar do tempo, a natureza nem se quer ira ter a lembrança da minha estada aqui dentro, para a natureza uma vida interia aqui dentro representa apenas uma breve sonho, apenas um piscar de olhos.
Por isso se um homem questionar se sou louco ou não eu lhe responderei que talvez todos nos somos loucos, deixamos a vida passar tão rápido que só percebemos quando estamos muito, muito velhos para voltar atrás e refaze-la novamente, alias como já disse para minha amiga Ana Paula, não estou na aventura em busca de fama ou dinheiro, estou sim em busca dos sonhos mais lindos que um homem poder ter, o sonho de ser apenas feliz, o sonho de poder deitar em uma cama e não questionar e si ou se não.

Sei que o caminho da aventura me priva de muitas coisa, mas ao mesmo tempo me dá tanta emoção que precisaria de 100 vidas normais para ter as mesmas sensações, desta foram meus amigos ficar dentro de uma caverna por 61 dias não me parece tão loucura assim, alias é a única maneira que tenho de poder conhecer meus limites psicológicos e poder conhecer profundamente meus mais obscuros sentimentos.

22 de Setembro (42 Dias – Domingo).

Sempre que levo o saco estanque com os materiais que uso ou mesmo o lixo, sempre é a mesma coisa, coloco a roupa que só uso para levar o material geralmente é um rodízio uso por uns 10 dias uma camisa e uma calça depois deste tempo tomo um bom banho e pego uma camisa e uma calça nova e limpa, a que utilizei por 10 dias durante meu dia a dia dentro da barraca uso para levar os materiais no rio, a que utilizei no rio coloco no saco estanque e peço para meu amigo Jurandir lavar e me enviar depois, para a nossa segurança peço paro aguardarem um 15 minutos, onde é o tempo suficiente para minha cabureteira estabilizar, assim pego uma lanterna extra e sigo para o teto baixo, tudo é sempre desta maneira, mas o dia de hoje não foi bem assim, eu já tinha percebido que de um dia para cá o números de mosquito tinha aumentado muito, alias de forma gigantesca, quando estava utilizando as vela vinha um ou outro mosquito, mas agora existem dezenas deles em volta do lampião e sempre morrem e surgem mais, o chão em volta do lampião esta forrado de mosquito e os grilos sempre vem come-los, alias até mesmo o número de grilos aumentou muito, não sei se foi por causa da luz do lampião ou por causa da chuva, aqui dentro quando percebo que choveu lá fora o leito do rio sobe e a água fica muito turva, como a 4 dias atrás deve ter chovido, acho que os mosquitos são trazidos pela água, logo pego minha mochila e os lixo e sigo em direção para levar os matérias para os meus amigos, para ir foi tudo muito bem como sempre, acoplei a mochila na tirolesa e peguei uma cheia de materiais novos, logo que iniciei minha volta a barraca noto algo estranho, de fato uma nuvem de mosquito estava vindo em minha direção, era tanto mosquito que a luz da minha cabureteira sumia diante dos insetos queimados, não adiantou aumentar ao máximo a luz, pois não era apenas uma nuvem de mosquito e som milhares, para ter uma idéia era tanto mosquito que nem podia abrir os olhos e a boca pois eles estavam em toda a parte, logo a luz da cabureteira se apagou, procurei liga-la, mas assim que a luz apareceu eles estavam rodeando-me novamente, a luz da minha lanterna não servia para nada pois não conseguia iluminar nada, só servia para atrair mais mosquitos, era tão grande a quantidade de mosquitos que não podia abrir a boca nem por um segundo, então decidi apagar as luzes para poder respirar um pouco melhor, mas mesmo assim podia ouvir o zumbidos deles, só avia um jeito para poder chegar na minha barraca, seguindo no meio da escuridão peguei o cabo de comunicação que ligava minha barraca até o interfone externo, fui seguindo o cabo com as mão, mas como nada podia ver, só podia sentir minha cabeça se chocando varia vezes com o teto da caverna, se estive-se sem o capacete teria inúmeros calos em minha testa, logo que avistei a luz do lampião que deixará acesso, liguei minha luz e corri em direção a minha barraca, mas os mosquitos que estavam no rio sentiram minha luz e voaram na minha direção, eram milhares, logo que estava perto da barraca, liguei o lampião no máximo, a luz do lampião sumiu por alguns minutos, o cheiro de mosquitos mortos invadiu todo o ambiente, era tanto mosquito que peguei a pá e enchi um saquinho de mercado com os mosquitos mortos, durante pelos menos umas 4 horas o números dos insetos era muito grande, como não podia sair nem por um minuto, decido ferver minha água dentro da própria barraca, para não ter como tempero do meu macarrão, mosquito cozido, depois do meu jantar, decido dormir um pouco, como sempre desligo o lampião, mas hoje vou dormir e deixar ele aceso para acabar logo com todos os mosquitos de uma por toda..

29 de Setembro (49 Dias – Domingo).

Já estou aqui a mais de quarenta dias, portanto daqui a menos de 20 dias estarei lá fora, de volta ao convive-o com as pessoas, confesso que estou acostumado ao meio escuro e úmido das cavernas e será uma outra aventura descrever as sensações que estou passando aqui dentro, a falta de luz e de pessoas me levaram a descobrir um outro mundo, um mundo escondido bem embaixo dos nossos pés, fico sempre preocupado em conter minhas emoções e não deixar que pensamentos malignos possam deixar-me assustado, a aqui dentro procuro me manter ocupado, as vezes procuro limpar a barraca ou ler durante muitas horas os vários livro que trouxe aqui dentro, mas depois de estar a tanto tempo aqui não mais me agrada a ficar fazendo sempre as mesmas tarefas, como sou uma pessoa acostumada a ver e sentir novas emoções isso aqui esta me deixando bem intranqüilo, e isso é um grande problema para mim aqui dentro, hoje estou procurando fazer um artesanato com as latas e as velas que tenho de sobra, consegui fazer uma lampião de emergência e uma lanterna bem pratica, mas o que realmente me deixou mais ocupado foi uma lamparina com varias velas e arames que me ocuparam por quase o dia todo e nem tinha percebido isso, somente quando olhei para o meu áqua-tempo é que vi que tinha passado a metade do meio dia e a fome já estava me apertando, até minha comida eu improvisei, macarrão instantâneo com goiabada foi um prato exótico, para acompanhar este prato delicioso despeguei um belo ovo cru que deu um outro paladar, como o macarrão esta super quente o ovo ficou um pouco cozido e me deliciei com o menu diferenciado de hoje.

06 de Outubro (56 Dias – Domingo).
Hoje estou muito animado, até deixei minha companheira ficar perto da barraca, a Gertrude me fez um pouco de companhia “Gertrude- o sapo que apareceu aqui na caverna”, antes de deixar ele aqui perto de alguma maneira ela foi atraída pela luz do lampião e deve estar se alimentando dos grilos que não são poucos, de alguma maneira eu criei uma cadeia alimentar aqui dentro, a luz do lampião atrai os mosquitos que ao contato com o calor do lampião morrem e caem perto dele, logo os grilos vem se alimentar deles e em seguida aparece minha amiga Gertrude para completar esta cadeia alimentar, até que ela é bonitinha deve ter uns 15 cm de diâmetro e esta comendo muito aqui dentro até deixei um pedaço de pão para que ela não acabe de vez com os pobre grilos, de alguma forma ela me faz companhia apesar que as vezes eu ainda me assusto com o seu barulho e saltos que aqui dentro com o silencio se propagam ainda mais, durante a noite ela me acorda algumas vezes, vou ter que chamar a atenção dela por isso pois esta interrompendo o meu sonho e com isso não consigo encontrar com o mestre, pois toda vez que estou perto de entrar na outra dimensão escuto o som do seu salto bem próximo da barraca, acho que vou ter dormir com a luz da vela acessa para que ela não se aproxime durante a noite.

12 de Outubro (Saída– Sábado).

Hoje esta sendo um dia muito difícil, só tenho comida para hoje, acabou tudo desde o açúcar do meu café da manhã até a mistura do meu almoço, minha primeira refeição foi uma fatia de pão com leite puro, para ajudar tomei bastante RXPRO, (Suplemento alimentar), para não ficar com falta de algum tipo de vitamina, estava ansioso pelo telefonema do meu amigo Jurandir, preciso relatar que a falta de alimento aqui dentro é muito grande, como não tenho certeza da data da saída preciso que envie mais suprimentos para mim, mas algo não acontece, para mim já se passaram varias horas e a fome veio novamente e nada de ninguém me ligar, gravei meu ultimo boletim do dia avisando que minha situação aqui dentro esta muito critica, mas nada mais me resta senão dormir e esperar para o dia seguinte, adormece e tendo me concentrar no sonho, estava em uma espécie de planície, cheia de animais em minha volta, uma pequena flor aparece do nada e um a luz muito forte sai de dentro dela, vejo nos olhares do animais uma sensação diferente como uma despedida, logo tudo volta a ficar meio enevoado e ouso um som estranho no ar como se alguém me chamasse, não era uma voz na verdade era o som de uma campainha, logo que desperto percebo que o interfone toca, estranho para mim já é tarde da noite, assim que pego no interfone percebo que se trata da voz do meu amigo Jurandir, pergunto a ele se não esta muito tarde para visitas, ele rir, e me pergunta se tenho idéia de quantos dias faltam para a minha saída, eu comento que estava esperando que ele me avisa-se quanto faltarem 2 ou 3 dias, ele pede para que tenha calma, ainda faltam 10 dias para minha saída, eu comento que não poderia estar tanto tempo errado assim, mas se ele esta dizendo que faltam 10 dias eu aceito e só me resta esperar, mas eu o alerto sobre minha provisões que não estão no final e sim acabaram, ele rir e pede para esperar que vai providenciar mais comida, eu falo que só me resta esperar, logo nos despedimos, e o interfone se cala, estranho meu amigo Jurandir vir tão tarde assim e ainda mais estranho eu estar tão errado quanto ao tempo, mas só me resta agora e dormir, se faltam dez dias para sair melhor eu ter mais paciência e esperar, logo eu adormeço de novo, eu continuo ouvindo uma voz um barulho estranho, era como se pessoas estivessem caminhando perto de mim, logo ouso um grito Dan, Dan, você esta ai, acordo meio perturbado sem saber se era sonho ou realidade, na verdade vejo algumas luzes lá fora da minha barraca como velas voando ao ar, mas alguns segundo depois percebo que não eram velas e sim pessoas com o capacete ligado, logo que abro a barraca sou invadido por vozes e faces familiares, eram meu amigo Marcelo Magon, minha irmã Simone, e minha prima Sirley, depois de muito abraço mas ainda perturbado com o sonho e com as próprias pessoas, alias já faziam mais de 2 meses que não via ninguém, por mais de 5 minutos por mais que eu os via não tinha certeza quanto a realidade e o sonho, dentro de mim ainda restavam duvidas quanto ao fato de tudo aquilo ser apenas um sonho, será que vou despertar e perceber que isso não passou de um flerte da minha mente e que estou de fato sonhando, por mais que conversava com minha prima e minha irmã ainda assim não estava ciente da realidade de tudo aquilo, depois de muita conversa logo surgiram mais pessoas, ao meu amigo Scala, Jurandir e sua filha minha amiga Ana Paula e o fotografo Davi, alem é claro de mais algumas pessoas, por mais que me falavam e por mais que eu os via, para mim aquilo tudo era um sonho eu tenho certeza que tudo isto é apenas um sonho e logo todos vão embora, como poderia ser minha saída se pouco tempo atrás meu amigo Jurandir disse que faltam 10 dias para sair, e todo já estão aqui dentro, tenho certeza que não dormir 10 dias sem parar e também sei que tudo isso não pode ser real, olhava e olhava para todos em busca de algum detalhe, já estava bem perturbado, realmente não tinha mais absoluta certeza de nada, mas para não ficar maluco deixei me levar, vou esperar o tempo passar, logo vou acordar e tudo vai ficar normal, durante toda a reunião eles disseram que já era hora de irmos embora, deixei-me levar, segui como de costume o teto baixo, logo estava de frente a corda que da acesso a subida da caverna, seguindo com muita cautela logo estava próximo a boca da caverna, assim que sai ouvi gritos dos mais altos que já ouvira antes, era minha mão aos prantos gritando o quanto me amava, para mim tudo ainda era um sonho quando alguém pergunta o que estava achando de estar aqui fora e o que era diferente, logo percebi que isto era realidade pois estava sentindo um cheiro diferente, o cheiro da mata, então eu olhei para o alto e vi a luz que vinha do céu, percebi que era realidade e não estava sonhando, meu deus estou fora da caverna e isso é a realidade, meu coração bateu forte, meus olhos não enxergavam tudo muito bem existia uma espécie de neblina em volta dos olhos, tudo estava meio amarelado, mas tinha certeza que estava realmente fora da caverna, estava de fato livre para poder sentir tudo de novo, como se tivesse nascido pela segunda vez, meu corpo e minha alma tiveram a mesma sensação a sensação do nascimento.

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