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![]() ![]() PROJETO
PETAR61
Alguns anos atrás, ele não passava de uma analista de sistemas, envolvido com hardware e programas de informática. Hoje o aventureiro Dan Robson, anos, de São Bernardo do Campo coleciona façanhas como a de ter percorrido a pé todo o litoral brasileiro - desde o Arroio do Chuí, no Rio Grande só Sul até o Oiapoque, na divisa do Amapá com a Guiana Francesa - e a de ter passado 61 dias dentro de uma caverna, experiência que lhe rendeu o recorde sul-americano em permanência em cavernas, até então pertencente a um grupo de brasileiros que ficou 21 dias em uma gruta , em 1986, "como percorri do Chuí ao Oiapoque a pé eu tinha conhecimento do meu limite físico, mas não tinha certeza de que conseguiria ficar dois meses em uma caverna. Percebi que o meu psicológico é mais forte que eu imaginava", disse Dan Robson - que por três vezes, pensou em entregar os pontos durante crises de depressão momentânea: "Acordava chorando sem motivo nenhum, com uma sensação de agonia, mas logo passava". O local escolhido pelo Indiana Jones tupiniquim foi a caverna de Alambari de Cima, pertencente ao Petar, em Iporanga (SP). A visitação é proibida na caverna, e os alimentos eram entregues ao aventureiro por meio de uma tirolesa, a fim de que ele não tivesse contato com outros seres além dos morcegos e insetos que habitam a gruta, "Em menos de uma semana, eu perdi completamente a noção do tempo, Tanto que, no dia em que fui retirado da caverna, tinham me dito que ainda faltavam dez dias para completar os 61 dias, e acreditei," Além da companhia de morcegos, Dan Robson chegou a ser atacado por uma lontra à beira do rio que passa pelo interior da gruta. Com o susto, ele perdeu a lanterna que estava em sua cabeça e ficou totalmente às escuras "Para achar novamente a barraca, eu tive de pegar areia do chão e jogá-la para todos os lados até ouvir o barulho dos grãos batendo na lona." Antes de iniciar a empreitada, Dan Robson sequer havia entrado em uma caverna. "Depois que criei o projeto, visitei cinco. Uma coisa que me chamou atenção foram os insetos. Eles são brancos, frágeis, cegos". Muitos deles comem só uma vez por mês. São os morcegos que trazem o alimento para eles, porque as fezes dos morcegos criam fungos que servem de comida para os insetos." ![]() ![]() A Falta
de luz era total, dentro de uma caverna não existe luz
nenhuma, Dan tinha como iluminação algumas velas, 2
Lanternas e um Lampião, tudo lá dentro tinha que ser
racionado deste a sua iluminação até sua comida,
a grande luta na verdade era com um inimigo invisível, os fungos
e bactérias que proliferavam em toda a parte, sua barraca tinha
que ser constantemente limpa com álcool, e seu alimento consumido
rapidamente, no máximo em 24 horas para evitar que tudo ficasse
embolorado, dentro da caverna a temperatura média era de 18
graus, a umidade do ar 100%
![]() Dentro
da Caverna o dia a dia
De Dan se resumia em fazer comida, ler, meditar e dormir, este foi o que Dan imaginou, mas muitas histórias aconteceram lá dentro, sustos incríveis como, a lontra no rio, o sapo perto da barraca, os morcegos que sempre viam visitar-lo, a nuvem de mosquitos que o atacou, a lanterna que apagou no rio e deixou sem luz nenhuma e muitas outras histórias, relatos do seu confinamento, a luta psicológica travada dia a dia, e muitas, muitas outras emoções estão no Diário de Dan Robson Durante todo o projeto, Dan foi monitorado pela equipe externa onde os membros na foto ao lado, da esquerda para direita, Ivanildo, Marisete, Cezinha, Jurandir e Dan no fundo, graças aos esforços de todos o projeto foi um sucesso, Dan consegui quebrar o recorde Sul Americano de 21 dias, ele estabeleceu uma nova marca, agora de 61 dias e 61 noites com 1.464 horas, Dan ficou sozinho "confinado" no interior de uma caverna na companhia de Morcegos, Sapos, Lontras, Grilos, Escorpiões mas protegido por Deus. Dan
consegui quebrar o recorde da America do Sul nova marca de 61 dias
e 61 noites com 1.464 horas Dan Robson ao fundo junto com os seus
anjos da guarda
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