A lenda do pé grande, sucuris de 8, 15, 20 metros, o espírito da lagoa, a lenda Zuni....
A história do Calção, Em um belo domingo cinco bóias frias saem do árduo trabalho e vão para uma praia no nordeste, chegando na praia um rapaz chamado Piróca deixa os quatros amigos a beira mar e sai em direção a venda para comprar algumas cervejas, chegando na venda o proprietário não deixa que Piróca leve as cervejas, ele não trousse as garrafas, então pergunta como poderia levar as cervejas ?, o proprietário responde, deixe aqui um calção e você poderá levar as cervejas, "calção, cheque de garantia no valor das garrafas", então Piróca indignado sai furioso da venda sem comprar nada, chegando próximo aos amigos todos perguntam porque demorou tanto e porque não trouxe as cervejas, ele explica o que aconteceu e todos ficam abismados, Piróca pergunta ?, quem pode emprestar-me uma cueca para deixar meu calção na venda, mas de todos os amigos o único que estava de cueca era um velho e sua cueca era tão velha que mais parecia um pano de chão, sem alternativa Piróca aceitou e foi buscar as bebidas, após duas horas todos perguntam porque Piróca estava demorando tanto?, todos saem em busca dele, não encontrando em nenhuma parte da cidade todos se dirigem a pequena venda e perguntam pelo amigo ao proprietário, Meus senhor, por acaso veio aqui um rapaz de uns 20 anos bem magro com olhos azuis comprar cerveja na sua venda? , o dono da venda olha para todos e responde, não me lembro !, mas algumas horas a traz entrou um moleque aqui só de cueca com as bolas de fora e um calção na mão, o rapaz fez uma tremenda confusão aqui dentro, as mulheres sairam gritando e chamaram a policia, levaram ele para a delegacia, eu acho que se tratava de um tarado, tomara que a policia tenha dado uma surra nele !

História do Pé Grande, 30 horas sem comida, tive que comer capim: A lenda do Pé Grande, uma história contada pelos moradores do Balneário do Hermenegildo, um povoado no extremo sul do Brasil em RS. durante um almoço cedido pelo Sr Edeir, conversávamos sobre lendas locais, ele me falou sobre várias pessoas que foram atacadas logo adiante uns 40 km ao norte perto do farol fronteira aberta, varias pessoas já ouviram gritos ao se aproximarem naquela região, após ouvir esta história fiquei um pouco impressionado, agradeci pelo almoço e segui minha viagem, saindo por volta das 12:00 horas, após andar 40 Km em 8 horas já estava muito cansado, então decido montar acampamento na praia, ponho minha mochila no chão retiro a barraca, comida, chinelos, etc.., olho para as dunas e percebo que tenho mais uns 30 minutos de luz do dia, mas algo chama minha atenção, estava rodeado de pegadas enormes, maiores que de minha bota "44", então recordo da história do Sr. Edeir, isto deve ser uma brincadeira de mal gosto, não é possível, andei por varias horas e ninguém passou por mim, e tenho certeza que este lugar é deserto, será que estão querendo me pregar uma peça, então observo que as pegadas que saem a beira mar, rodeiam minha volta, e seguem em direção as dunas, decido ir até as dunas para ver se encontro alguma resposta para aquele absurdo que estava vendo, após andar 100 metros e subir na duna, vejo uma restinga onde as pegadas somem no meio da pequena mata, mal pude observar o local, e ouso gritos e mais gritos, saindo do meio da restinga, não pensei em nada, o pavor tomou conta de mim, corri como um louco rolando pela duna, até alcançar minhas mochila, não consegui pegar tudo, joguei o que pude dentro dela e corri em direção ao mar, com a água na cintura olho para traz em uma busca frenética procurando por um monstro no horizonte, e penso se este bicho aparecer largo minha mochila e saio nadando até São Paulo, fiquei paralisado por longos e infinitos 60 segundos, não vendo nada sigo um pouco mais a frete saindo da mar e começo a correr, correr como um louco para o norte correndo e olhando para traz para ver se não estava sendo seguido, após 1 horas de corrida e quebrando todos recorde mundiais de longa distancia com mochila, procuro um lugar para me abrigar do monstro, localizo uma cabana com a luz de minha lanterna, onde arrombo a porta e me abrigo no seu interior, ainda apavorado e com medo que o monstro me localize pelo cheiro do meu suor, decido abrir o saco de dormir e me fecho dentro dele, parecendo uma sauna seca, dormindo todo suado e um calor infernal, com um olho aberto e o outro fechado, mal consigo dormir a espera do amanhecer, mal o dia surgiu, pego o que restou de minha mochila e continuo a viagem, após andar por horas chega o meio dia, estava a 24 horas sem comida, toda minha comida estava em um saco, na correria deixei cair junto com vários objetos que perdi, por volta das 14:00 horas já tinha visitado varias casas e vilarejos e todos estavam abandonados, não consegui comida em nenhum lugar, comecei andar cada vez mais lento, pelo meu mapa o farol de Albardão será o único lugar habitado onde poderei encontra comida, após andar mais algumas horas avisto o farol, mas ainda estava muito longe, uns 15 km de distância, e continuo a andar cada vez mais lento, até que avisto algo que chamou minha atenção, era uma vaca pastando, começo a ficar com água na boca e imagino uma picanha na manteiga uma carne de panela, mal começo minha fantasia e a vaca já percebe minhas mas intenções, e sai correndo em disparada bem longe de mim, como já estava com dor de cabeça de tanta fome, decido comer o que a vaca estava comendo, capim, é isto mesmo ! Recolho varias mudas de capim retiro um punhado de raízes e lavo-as no mar para dar um gosto mais saboroso e começo meu banquete, que por sinal foi o mais horrível de minha vida, agora satisfeitíssimo com o jantar sigo em direção ao farol, após mais 4 horas chego próximo ao farol e percebo que uma cerca o protege, decido passar por baixo e tenho uma adorável surpresa, a cerca era eletrificada, após um grande choque tenho que dar a volta até achar a entrada do farol, com minhas energias recarregadas, passa pelo portão e procuro pelos moradores, não foi preciso procurar muito, uma menina de 5 anos sai gritando, mãe tem um homem lá fora, em poucos instante uma mulher e seu marido saem, e me perguntam o que fazia por ali, faço um resumo da viagem e peço qualquer coisa para comer, então eles me trazem bolo e refrigerante, não consegui sentir nem o gosto do bolo, devorei tudo em segundos, percebendo minha fome o sargento pergunta se gostaria que passar a noite no farol e ficar para o jantar, sem pensar e com a boca cheia de bolo respondo que "SIM". No Jantar começo a explicar para o sargento da marinha toda a história que resultou minha presença em sua casa, mal acabo de contar tudo e o sargento cai na gargalhada, lenda do pé grande !, ele me responde, então este é o monstro que ouso tanto falar por aquelas bandas, não é monstro, é um bando de macaco Bugio, que foi abando por algum fazendeiro, e consegui sobreviver naquela região, o macaco Bugio é um animal que defende seu território no grito! , então pergunto sobre as pegadas? , o macaco deve brincar perto da praia e molhado suas pegadas aumentam de tamanho na areia e o vento ajuda ainda mais em aumenta-las. Fiquei furioso, então um bando de macacos pregaram uma peça em mim, fiquei 30 horas sem comer nada e ainda tive que comer capim, e para completar levei um baita choque ! Lendas, assim é que surge uma lenda, onde vários fatos ocorridos em uma mesma região torna-se uma história cheia de mistérios e ficções !


A história do Totá Em uma cidade do litoral os novos vereadores fazem uma reunião, após o têrmino, um dos vereadores procura o prefeito desesperadamente, e comenta que estão roubando a prefeitura, ele descobriu um funcionário fantasma com salário altíssimo, com o nome de Totá, ele tem como provar o fato, no dia seguinte o prefeito marca uma reunião com todos os vereadores, Zé entra na sala de reunião, em suas mãos uma lista contendo o nome do funcionário fantasma, após examinar a lista o prefeito olha furioso para todos e responde, Zé ! seu bicho ignorante não é Totá é Total, "a lista com o suspeito na verdade era uma lista com o salário de todos os vereadores da cidade, o Tóta era na verdade a soma de todos os salários (Total)", Zé não entendendo nada, pergunta ao prefeito?, Senhor, eu moro nesta cidade a 40 anos, e não conheço este tal de Totá ou Total, afinal porque ele ganha mais que todo mundo nesta cidade ?.

A História dos Olhos Verdes, a fome do nordeste diante de mim: Esta história ocorreu no norte da Bahia, seguindo minha viagem, me deparo com o rio que desemboca no mar, como de costume procuro uma pescador para me atravessar para a outra margem, mas não avisto ninguém, então decido dar a volta pelo asfalto, estava muito quente uns 30 graus e a pista dava a impressão de mais calor, para desviar do rio tinha que percorrer 15 km no asfalto até localizar a entrada da cidade mais próxima, foi quando na pista percebo que uma família vinha em minha direção, era um casal com uma criança no colo e outra sendo puxada pelas mãos, mais alguns passos e o senhor me aborda, perguntando se não tinha alguma comida para dar ?, foi quando percebi que ele tinha grandes marcas no rosto, uma pele muito seca com vários vincos profundos marcados pela falta d'água, a mulher também tinha a mesma aparência, suas roupas mostravam claramente que não tomavam banho a meses, o cheiro era muito forte, o que mais chamou atenção era a criança que estava sendo puxada pelos braços, era uma menina de aproximadamente oito anos e com lindos olhos verdes, os olhos mais verdes que vi em minha vida, uma criança que já estava exausta de tanto andar naquele asfalto quente, e o mais surpreendente, todos estavam descalços, após analisa-los rapidamente, não tive duvida que estavam desesperados por comida, então retirei de minha mochila, água, salgadinhos, bolachas e algumas frutas, quando entreguei para a criança um pacote de bolacha ela começou a chorar, imaginem nenhuma lagrima desceu em sua face, o homem não parava de me agradecer, a mulher molhava em sua boca a bolacha e dava para a criança que estava no colo. Perguntei para o homem de onde eles estavam vindo, ele me respondeu que tiveram que largar as terras onde tinham um pequeno cultivo para procurar trabalho e comida em outra região, porque no interior da Bahia a seca tinha acabado com tudo, estavam a 7 dias na estrada sem direção em busca de trabalho. Perguntei para onde eles iriam agora, ele me respondeu que iria para a cidade mais próxima em busca de trabalho, então eu alertei que a cidade mais próxima estava muito longe pelo menos uns 15 km, foi quando percebo aproximação de um ônibus, dei sinal para o motorista parar e pedi para deixar aquela família na cidade mais próxima, o motorista notou que aquela família não teria condições de pagar a passagem e perguntou quem iria pagar ?, então saquei de minha carteira R$ 50,00 entreguei para o homem e lhe disse. Meu senhor pegue este dinheiro para poder pagar as passagens, e na cidade procure um lugar para comer e alimentar estas crianças. O homem começou a me agradecer com tantas palavras que seu choro não foi contido, mas o motorista do ônibus insistia para subirem rápido pois a pista mal tinha acostamento, o senhor pegou sua família e todos entraram no ônibus, a criança foi a ultima a entrar, sem deixar de me olhar , eu podia sentir no seus olhos um obrigado que tocou minha alma. Logo que o ônibus partiu não consegui me controlar, uma emoção invadiu meu coração, comecei a chorar tanto que tive que sentar no meio fio, um choro que me deixou completamente arrasado, não conseguia aceitar que no meu país isto pudesse acontecer, pessoas passando fome, fome! uma palavra que eu sei muito bem o quanto dói dentro da gente, eu senti a fome deles dentro do meu corpo. Após alguns minutos me levanto do meio fio e continuo minha viagem. Deus !, meu pai, obrigado por me colocar no caminho desta família e por me dar condições de ajuda-los.